Cartilha orientadora como forma de acolhimento aos pais de crianças com diagnóstico da deficiência auditiva

  • TAMIER COSTA GASPAR CENTRO UNIVERSITÁRIO SÃO LUCAS
  • Rhanny Hellen Lobato Leão UNISL
  • Agnes Andreina Oliveira Da Costa UNISL
  • Jeniffer Brasil Da Fonseca UNISL
  • Karolina Nunes De Oliveira UNISL
  • Paula Mayra Azevedo Wronski UNISL
  • Pamela Da Silva Nascimento UNISL
  • Vanessa De Sousa Rocha Salvatierra UNISL
  • Vanilde Alves Dos Santos Menezes UNISL

Resumo

A audição é um dos principais sentidos para o desenvolvimento da comunicação humana. Através dela adquire-se a fala, a linguagem, o conhecimento, bem como proporciona ao indivíduo estabelecer relações. Na infância, fase em que a criança é exposta a vários estímulos para o seu crescimento, ela torna-se primordial. A Triagem Auditiva Neonatal (TAN) é um teste que tem a finalidade de detectar precocemente a deficiência auditiva nos neonatos e lactentes. Quando a criança apresenta falha nesse teste é submetida a um reteste, caso falhe no reteste é encaminhada para avaliação por meio de consulta otorrinolaringológica e exames auditivos nos Centros Especializados de Reabilitação (CER) para fins de diagnóstico auditivo. No entanto, muitos são os pais ou responsáveis que desconhecem a finalidade dos testes e a importância de se retornar para o reteste e, por esse motivo, acabam não achando necessário voltarem com os seus filhos no dia marcado, gerando grande risco para o desenvolvimento dessa criança caso possua uma perda auditiva. Este projeto é, portanto, de grande relevância para os pais/responsáveis cujos neonatos apresentaram resultado alterado na TAN e foram encaminhadas para diagnóstico auditivo, visto que traz informações quanto a como proceder se seu filho falhou no reteste, o processo de diagnóstico e a intervenção, tendo em vista a importância da audição para o desenvolvimento e qualidade de vida da criança. Esclarecer aos pais ou responsáveis possíveis dúvidas quanto ao resultado “falha” no “teste da orelhinha” e o processo de diagnóstico auditivo na cidade de Porto Velho, Rondônia foi o objetivo deste projeto. Trata-se de um projeto de ação de caráter acadêmico, no qual fizeram parte profissionais fonoaudiólogas, responsáveis pelos programas de TAN em hospitais públicos das redes estadual e municipal, bem como a clínica que presta serviços para o Sistema Único de Saúde (SUS) realizando o diagnóstico audiológico dos neonatos encaminhados para tal. Iniciou-se com entrevistas com as profissionais, buscando esclarecer como funciona o processo na rede pública e quais seriam os seus desafios e/ou dificuldades. Como instrumentos foram utilizados aplicativos para edição de imagens, celulares, internet e redes sociais para produzir e disseminar o material à população. Todo o conteúdo utilizado na produção foi extraído da literatura após diversas pesquisas em bibliotecas virtuais e físicas. Como forma de acolhimento e esclarecimento as famílias foi produzida uma cartilha com linguagem acessível, e de fácil entendimento intitulada “Meu filho falhou no Teste da Orelhinha, e agora?”. Esta cartilha contém 18 páginas com informações sobre os testes, possíveis resultados e direcionamento às famílias de acordo com cada um deles. Dicas para auxiliar a família no preparo do neonato para os exames também são expostas no material. Na cartilha destacou-se o objetivo do material, o que é a TAN, os exames de Emissões Otoacústicas Evocadas (EOAE) e Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE), profissionais envolvidos no processo de diagnóstico auditivo, importância da avaliação audiológica infantil, bem como os recursos para intervenção, em caso de resultados alterados, que são os Aparelhos de Amplificação Sonora Individual (AASI) e o Implante Coclear (IC). Buscou-se também deixar o material atrativo à leitura do público, utilizando-se de itens como avatar e imagens esclarecedoras dos exames e intervenções. Estratégias facilitadoras para disseminar a informação e auxiliar no processo de diagnóstico auditivo são cada vez mais utilizadas, principalmente por meios digitais. O uso de cartilhas orientadoras leva informação à população, que tem a possibilidade de compreender a importância deste processo para o desenvolvimento de seu filho, por ser de fácil entendimento e linguagem acessível mesmo a quem não possui conhecimento científico. Com base nos dados supracitados compreende-se a importância e sugere-se o uso deste tipo de material para benefício da população em diversos aspectos.


 


PALAVRAS-CHAVE: TAN; Deficiência auditiva; Audição; Desenvolvimento.

Publicado
2021-09-20