Audição do bebê desde o pré-natal

indicadores de risco para deficiência auditiva

  • TAMIER COSTA GASPAR CENTRO UNIVERSITÁRIO SÃO LUCAS
  • Aline Cristina Silva Sobreira CENTRO UNIVERSITÁRIO SÃO LUCAS
  • ANDREIA SILVA
  • DAYANNE OLIVEIRA
  • ÉRIKA SILVA
  • GABRIELE OLIVEIRA
  • KETLEN SILVA
  • IZABELE CORDEIRO
  • SINTIA AZEVEDO
  • VIRGINIA SILVA

Resumo

A deficiência auditiva na infância acarreta uma série de prejuízos no desenvolvimento de fala, linguagem e aprendizagem. Assim sendo, a Triagem Auditiva Neonatal (TAN) tem como objetivo detectar a deficiência auditiva a partir do nascimento, buscando assim, uma intervenção precoce. A TAN é realizada em recém-nascidos (RN) nas primeiras 24 a 48hs de vida ou antes da alta hospitalar. As Emissões Otoacústicas Evocadas (EOAE) são utilizadas para verificar se há ou não atividade auditiva durante a TAN. Caso o resultado seja insatisfatório, considera-se que o RN “falhou” no teste e há a necessidade de reteste em até 30 dias. Entretanto a realidade atual ainda é de diagnóstico tardio em muitos casos, ou seja, por volta dos dois anos, quando os pais percebem alteração ou ausência da oralidade. O não comparecimento ao reteste, durante a TAN, pode ser uma justificativa para o diagnóstico tardio da deficiência auditiva em neonatos e crianças. Estudos revelam que o desinteresse e a falta de informação são algumas das mais frequentes causas da evasão no reteste da TAN. O Comitê Multiprofissional em Saúde Auditiva (COMUSA) recomenda a promoção de saúde com as gestantes, com o intuito de informá-las quanto à importância e os procedimentos realizados durante a TAN. Assim sendo o presente projeto foi idealizado com o objetivo de proporcionar informações para as gestantes durante o pré-natal, quanto aos indicadores de risco para deficiência auditiva nos neonatos e a importância da triagem auditiva neonatal universal. Após entrevista com profissionais da rede de saúde pública municipal e estadual, verificou-se que os mesmos observaram um aumento na evasão dos neonatos nos retestes. Para a realização do projeto, iniciou-se com uma entrevista com os colaboradores das maternidades da rede pública estadual e municipal, na qual os mesmos relataram todas as dificuldades para a realização da TAN nas duas redes. A partir daí, elegeu-se as atividades a serem realizadas: produção de cartazes informativos e cartão interativo, a serem dispostos em uma unidade básica de saúde (UBS) e redes sociais, respectivamente. Foram confeccionados cartazes contendo o que eram e quais eram os indicadores de risco para a deficiência auditiva, bem como foi confeccionado um cartão interativo, que direcionava os pais à materiais que continham informações acerca dos temas audição, deficiência auditiva e TAN. O cartaz foi entregue e recebido pela equipe da UBS Policlínica Hamilton Raolino Gondim, com informações sobre os IRDA a partir do exposto nas Diretrizes de Atenção da Triagem Auditiva Neonatal, publicado pelo Ministério da Saúde (2012) em que esclarecia o que eram e quais seriam os IRDA em neonatos e lactantes. Este, também foi disponibilizado em formato PDF em redes sociais no intuito de informar um número maior de gestantes em diversas regiões com maior praticidade. A criação do cartão interativo para o compartilhamento do cartaz em PDF, divulgação de um perfil que tratava dos assuntos pertinentes na rede social Instagram (@Fono.Guia.Tan) e material com informações relevantes ao tema, também foi confeccionado para disponibilização à população. Em virtude dos métodos traçados para atingir o público alvo, tornou-se possível executar o projeto e estabelecer as informações e orientações necessárias, com linguagens acessíveis e de forma clara, para as gestantes durante suas consultas no pré-natal, ou no seu dia-a-dia, em redes sociais, sobre a conscientização dos IRDA. 


 


PALAVRAS-CHAVE: Audição. Neonato. Pré-natal. Indicadores de Risco

Publicado
2021-09-20