DIAGNÓSTICOS DAS HEPATITES VIRAIS

  • Keven Almeida Lopes São Lucas Educacional
  • Samanta Morais Klaesener São Lucas Educacional
  • Davi Luciano Melo São Lucas Educacional
  • Kleyson Oliveira Marcelino São Lucas Educacional
  • Kleyson Oliveira Marcelino São Lucas Educacional
  • Rita Cássia Alves São Lucas Educacional

Resumo

As hepatites virais são um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo, com bagagem de milhões de mortes em uma década, com exponencial elevação decorrentes principalmente de complicações do processo infeccioso, como a cirrose, processo pelo qual as células do fígado se modificam até que evoluem para fibrose para pessoas que desenvolve a hepatite crônica, perdendo assim, sua função. A transmissão da doença ocorre por via de relação sexual e também por via de parentesco, exemplo disso podemos citar uma mãe transmitindo para seu feto durante a gestação, parto ou amamentação, relações sexuais sem o uso de preservativo e compartilhamento de objetos pessoais perfurantes como lâminas de barbear e alicates de unha. Os testes rápidos são os mais utilizados para a triagem pela sua fácil execução e praticidade, podendo ser realizados com uma gota de sangue ou fluido oral e fornecem o resultado em até trinta minutos no máximo, para as infecções causadas pelo vírus da hepatite B (HBV) e C (HCV), distribuídos pelo Ministério da Saúde desde 2011. Todas as pessoas não vacinadas adequadamente e com idade superior a vinte anos precisam procurar uma unidade básica de saúde para realizar o teste rápido para hepatite B e C, disponíveis gratuitamente pelo SUS. O diagnóstico feito em laboratório das hepatites B e C se baseia principalmente nas suas mudanças bioquímicas. No entanto, estes resultados junto a uma avaliação clínica não são suficientes para definir a origem da infecção. Sendo assim, o objetivo do resumo é descrever e solucionar alguns dos problemas do processo de diagnóstico das hepatites virais, baseado na metodologia de referencial bibliográfico a partir de bases de dados científicas disponíveis na última década, realizando a ampliação de implantação das vias diagnósticas para hepatites B e C, pois implementa o tratamento e agrega grande potencial de eliminação da hepatite como problemas de saúde pública, permitindo que os profissionais da área farmacêutica se concentrem diretamente nas hepatite virais, ampliando o escopo do rastreamento da doença, determinando o tempo entre o diagnóstico e o tratamento. Dependendo do tipo do vírus, é possível estabelecer medidas de prevenção para a preservação da saúde da população pré e pós-exposição, utilizando-se vacinas ou imunoglobulinas. Para a Hepatite C não há vacina, mas para a Hepatite B há vacina e diagnóstico sorológico para a avaliação desses anticorpos, por meio da combinação de marcadores, para determinar as diferentes fases da infecção e se o paciente está imune ou susceptível, existe o chamado teste Anti HBs que indica se o indivíduo possui anticorpos contra a hepatite B, os quais podem ser causados pela vacina ou de uma infecção anterior curada espontaneamente e o teste Anti HBc total chamado anticorpo “core” da hepatite B indicando uma infecção prévia. Os testes rápidos baseiam-se na técnica de imunocromatografia de fluxo lateral, que permite a detecção do antígeno de superfície do vírus da hepatite B e C no soro, plasma ou sangue total, podendo ser realizado pelo profissional farmacêutico nas unidades básicas de saúde, campanhas e laboratórios públicos. A presença de HBsAg nas amostras de sangue do paciente estabelece o diagnóstico de hepatite B, e a PCR quantitativa da carga viral do VHB ou do vírus da hepatite B é necessária para fazer o prognóstico da população infectada e monitorar a progressão da doença e os parâmetros de resposta para tratamento específico. A infecção crônica é definida como a presença do agente HBsAg por pelo menos seis meses. A hepatite C é encontrada na fase crônica. Após um teste rápido de rotina ou após uma doação de sangue, é diagnosticada. A sorologia mostra a presença de anticorpos anti-HCV. Portanto, é necessário realizar um teste de carga viral (HCV-RNA) para confirmar se o vírus é uma infecção ativa. Após esses exames, o SUS fornece aos pacientes medicamentos que tratam as infecções e previnem a progressão da doença de forma gratuita.


Palavras-chaves: Hepatites, Testes Rápidos, Vacinas, Diagnósticos.

Publicado
2021-09-20