PERSPECTIVAS PARA IMUNIZAÇÃO E TRATAMENTOS FARMACOLÓGICOS PARA A HANTAVIROSE

  • ALEXANDRA DOS SANTOS SÁ centro universitário são lucas
  • ANDRESSA RIBEIRO DE OLIVEIRA centro universitário são lucas
  • ANA FLÁVIA FERREIRA DOS SANTOS centro universitário são lucas
  • JOSÉ LUCAS ROCHA DOS SANTOS centro universitário são lucas
  • MARIA DE JESUS DAMASCENO centro universitário são lucas
  • RITA DE CÁSSIA ALVES COSTA

Resumo

A hantavirose é uma zoonose negligenciada, causada por 24 espécies de vírus, atingindo no Brasil uma parcela significativa da população, principalmente de áreas rurais, sem saneamento básico e com concentração de roedores. Essa patologia pode atingir uma parcela ainda maior que a registrada, consequência da subnotificação em todo país, passando a ser uma das explicações para os altos índices de mortalidade, chegando a 45% dos casos. O desenvolvimento de medidas educativas nas escolas e também em áreas mais pobres e rurais do Brasil, contribuem para esses casos, visto que são as localidades mais afetadas pela doença, sendo a ampla divulgação de medidas preventivas nessas áreas a possibilidade de redução ou erradicação da doença no país. Esses índices poderiam ser menores caso houvesse vacinas ou medicamentos eficazes, no entanto, pouco é investido em pesquisas e desenvolvimento de novos fármacos e diagnóstico para a Hantavirose. O profissional farmacêutico é o mais indicado para o desenvolvimento de diagnóstico e tratamento, além do acompanhamento nos ensaios clínicos. Por isso, buscamos revisar estudos a respeito de pesquisas na área da farmácia para tratamento, imunização e diagnóstico específico da hantavirose, a partir de pesquisa de dados bibliográficos nas bases de dados do Google Acadêmico, da PubMed, da FIOCRUZ, da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT) e do Ministério da Saúde. Devido a gravidade que uma doença pode chegar são feitos estudos, pesquisas e testes até chegar a um fármaco ou vacina que seja eficaz no combate e no tratamento da mesma. Todavia, pouco é investido para a conclusão de um antiviral que possa ser usado mundialmente para tratar a doença e pra a criação de um tipo de teste rápido para um diagnóstico preciso e mais rápido; e o que tem faltado para a conclusão desses trabalhos é o investimento por parte das indústrias farmacêuticas, visto que haveria baixa lucratividade, pois trata-se de uma doença que atinge a população baixa renda. A ribavirina é o atual e único tratamento da hantavirose, sem eficácia necessária para diminuir os índices de mortalidade. As vacinas disponíveis contra hantavírus são a partir de vírus inativados, usadas em alguns países do Leste Asiático, no entanto há estudo de duas vacinas, respectivamente, de DNA do vírus Andes (ANDV) e de DNA do vírus Sin Nombre (SNV), com potencial ao codificar substâncias do envelope do hantavírus e produzir anticorpos capazes de neutralizá-lo em animais de laboratório, e primatas, porém ainda testada em humanos. Diante disso, conclui-se que o Brasil, que faz parte do grupo de países em desenvolvimento, encontra-se em estado de fragilidade no que diz respeito a proteção da sua população. Por isso, faz-se necessário a aplicação de políticas públicas mais enérgicas, principalmente no que diz respeito a saneamento básico. Quanto aos profissionais farmacêuticos e as indústrias farmacêuticas, a valorização do profissional e o incentivo fiscal, ou seja, redução de impostos para as empresas farmacêuticas investirem mais em pesquisas de novos fármacos e imunológicos para a hantavirose.


 


PLAVRAS-CHAVE: hantavirose; hantavírus; doenças negligenciadas; vacina.

Publicado
2021-09-21