QUATRO VERBOS E UMA AÇÃO

POR UMA FORMAÇÃO DOCENTE PARA SUPERAR OS DESAFIOS DA CONTEMPORANEIDADE

  • Rosangela Aparecida HILÁRIO Universidade Federal de Rondônia

Resumo

Este texto apresentará considerações sobre o desafio do fim da modernidade para o exercício da docência em um novo modelo formativo de aprender a aprender para ser a diferença na organização de uma sociedade cidadã. Assim, as questões orientadoras são: como estabelecer princípios, estatutos sobre o que ainda não é para balizar propostas e projetos para a formação docente do mundo sendo? As normas que regulam este paradigma emergente apoiado na aprendizagem ubíqua prescindem de professor? É possível organizar rotinas para a transição paradigmática, traduzindo sobressalto em sinal de orientações para o estabelecimento de novos modos de aprender a conhecer, aprender a ser, viver e conviver? A reflexão foi desenvolvida tendo como base a dificuldade de encontrar pessoas dispostas ao enfrentamento dos desafios da carreira docente em uma proposta de aprender a ser para produzir e conviver em um mundo em mudança. A abordagem da temática se dará em três pontos: a crise na identidade docente causada por um projeto educativo sem estatuto (autoridade), a dicotomia entre métodos para fazer e saber o que fazer para desenvolvimento e acolhimento das múltiplas inteligências e competências necessárias para viver e conviver em meio à sociedade da diversidade (valorização das metodologias sem domínio dos conteúdos) e a convenção de ser a prática docente organizada em torno da ação sem necessidade de aprofundamento em teorias que lhes deem sustentação (oposição teoria/prática). A análise foi construída tendo como pano de fundo o exercício da docência que prescinde (mediar, tecer, encantar e contar, incluir, tolerar, inspirar, desafiar, mapear e acolher) em articulação a um paradigma emergente, que necessita integrar saberes escolares e acadêmicos. Obviamente, não se pretende aqui esgotar a reflexão, são sementes introdutórias a deflagrá-las. Destacam-se as dificuldades em relação a objetividade e neutralidade: a objetividade aqui retratada não é aquela asséptica e interpretadora de dados do real. Quanto à neutralidade: não é possível ser neutro agindo na urgência e emergência dos fenômenos que exigem respostas imediatas para situações vividas. Por fim, a conclusão para o momento é que não faltam professores: faltam pessoas interessadas no exercício da docência.

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Doutora com Pós-Doutorado na Faculdade de Educação da Universidade São Paulo. Professora do Departamento de Ciências da Educação da Universidade Federal de Rondônia. Líder do Grupo de Pesquisa Ativista Audre Lorde.

Publicado
2020-09-23
Seção
ARTIGOS DE REVISÃO